papear, dançar, protestar
isso são horas, querida? vamos descansar, por favor.
parece que tudo vai acontecer entre agora e o começo da copa, ceis tão notando? livros, filmes, eventos, ritmo frenético, noticiário frenético, socorro. não gosto quando a vida vira uma sequência infinita de anotar tudo tudo tudo o que tem pra fazer, executar as tarefas autoimpostas sem vacilar pra não desmontar o tetris, se atrasar, correr o risco de ficar sem almoçar, não acordar pra hora do exercício físico. e repetir sem parar “tô tão cansada”, “tenho tanta coisa pra fazer”. ruim, ruim demais.
ceis tão meio assim? 😵💫
// respira
e responde //
se organiza aí, já já passa.
comer 🥗🗣️👂🏼
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faz tempo que tô com vontade de juntar mulheres e promover conversas sobre nós, pra perguntar juntas o por quê das coisas, olhar pra dentro, estimular a troca.
faz tempo que a denise, chef do escandinavo, tava com vontade de reunir mulheres no restaurante para conversar, beber e comer bem.
🍽️ aí a gente criou o tá na mesa. não é palestra, não é workshop, é pra sentar ao redor da mesa, degustar as delícias da denise e papear sobre assuntos que trago no meu livro “nem toda mulher”.
a primeira edição está fechada, será na semana que vem e a ideia é falar sobre a amizade entre mulheres, a importância desses laços, as dificuldades na maneira como nos relacionamos umas com as outras.
estou: animada, um pouco nervosa e criando unicórnios expectativas boas.
aviso aqui nas próximas. 🥂
rezar 🔊🎶💃🏼
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acontece quando ouço determinada faixa, quando compartilho uma canção com quem eu gosto, mas principalmente em shows ou numa boa pista: uma crença profunda na música como uma seita. uma religião.
esse é o puro creme de “deslumbre”, livro da gaia passarelli, escritora, repórter e curadora de conteúdo, ex-vj da mtv, a rainha do substack, dona e proprietária do tá todo mundo tentando.
numa mistura de relatos de memórias, jornalismo e crônica cultural, ela passa por momentos chave da sua formação musical, episódios da carreira e, ao falar da sua experiência pessoal como uma adolescente que amava música e vivia em sampaulo, traz um tanto de contexto histórico das cenas paulistanas desde os anos 80.
a curadoria também está lá, com uma seleção de sons ao fim de cada um dos quatro atos do livro. dá pra morrer de saudade da adolescência rueira, da música que só descobri anos depois e dá pra conhecer novas faixas. 💿
falamos disso tudo e um tanto mais numa entrevista ao estúdio cbn mês passado. um deslumbre!
amar ✊🏼🤸🏼♂️🤎
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tia, o que é extrema direita?
tia, o que é misoginia?
tia, quem é o hugo mota?
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foi o fim de semana todo assim, depois da tarde de sábado na paulista, em que minha sobrinha entoava versos como “a américa latina vai ser toda feminista”, para minha comoção mais profunda. filha de uma mãe amorosa, politizada e engajada, ela esteve conosco no ato convocado pelo levante mulheres vivas. animada com aquela mulherada toda reunida, disparava uma atrás da outra:
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tia, o que é democracia?
o que é red pill?
o que faz o congresso?
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eu que me virasse e usasse toda a didática de comunicação pra responder a curiosidade questionadora sem fim de uma criança de 9 anos (não sei quem puxou). como explicar conceitos tão complexos? partindo do fato de que ela não vai compreendê-los totalmente com essa idade.
e é isso aí.
foi, viu, ouviu, se divertiu, se emocionou e entendeu o que foi possível (e foi bastante possível). cantou palavras de ordem segurando um cartaz colorido e cheio de emojis que ela mesma confeccionou, dizendo que mulheres e meninas têm sentimentos.🫶🏼
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tia, o que é patriarcado?
tia, quem é a maria da penha?
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a relação que tenho com a minha sobrinha me remete imediatamente à relação que vivi com a minha tia. me pego me comportando mais ou menos como ela, lembro do jeito dela que eu gostava, das milhares de conversas que a gente tinha à mesa da cozinha e dos livros que líamos juntas ou separadas - como o dia em que ela entrou no quarto para dar boa noite e me encontrou em silenciosos prantos porque o cachorro de “são bernardo” tinha morrido.
quando estou tia me lembro muito da minha. soa estranho, mas é como se eu procurasse ser para a minha sobrinha um pouco do que a minha tia era pra mim quando eu era a sobrinha. com o meu jeitinho de colaborar na construção de valores importantes para uma garota esperta, atenta, sensível e curiosa viver bem nesse mundo. com um amor imenso (e muita energia, meudeus) na degustação dos preciosos momentos em que estamos juntas.
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mãe, o que é anarquia?
vai, tia, responde aí.
eu já fiquei com democracia e extrema direita ontem. vai, que essa é sua.
rapidinhas
🎧 vem ouvir o escritor milton hatoum falar do memorial de brumadinho, especulação imobiliária, bombardeios e crimes ambientais como destruidores da nossa memória, da tristeza com os ataques de israel no sul do líbano e do encabulamento com o documentário que o cineasta marcelo gomes tá fazendo sobre a vida dele. aqui:
🎭 o “respira e responde” lá do começo é uma referência à peça antes de dormir, texto de liana ferraz, com carol vidotti (amo amigas geniais!), dom capelari e fábia mirassos, com direção de joana dória, e música em cena de clara dum. dizem que é pra criança porque fala de crescimento, amadurecimento, medos... e não estamos todos crescendo o tempo todo? leva as suas crianças, inclusive a que mora dentro de você, e me conta depois.
e vamos lembrar de descansar, por favor.
(falando pra você e pra mim)
até mais! 😘


Quanta coisa legal! Quero ir nesse encontro de comida. Espero que tenha mais ♥️
Morri com a parte da sobrinha. É isso.
Que delícia de texto! Ameeei a parte da Tati tia.